Programa Mulheres Mil do IFRR certifica quase 30 novas profissionais de panificação

por Sofia Rodrigues Lampert publicado 09/01/2018 11h15, última modificação 10/01/2018 07h49
O público-alvo do curso foi, principalmente, as mães dos alunos que participaram do projeto do Sistema Integrado de Música na Amazônia na edição realizada no Bairro Pérola do Rio Branco, em Boa Vista (RR)

Na última sexta-feira, dia 5, o Programa Mulheres Mil do Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV-IFRR) certificou 29 profissionais na área de panificação. O evento foi realizado no auditório do campus e contou com a presença das alunas e seus familiares, e de gestores da instituição.

O curso se iniciou no dia 13 de novembro do ano passado e teve duração de 88 horas. Seu público-alvo foi, principalmente, as mães dos alunos que participaram do projeto do Sistema Integrado de Música na Amazônia (Simam) na edição realizada no Bairro Pérola do Rio Branco, em Boa Vista (RR). A seleção ocorreu por meio de questionário socioeconômico. 

Os sentimentos de alegria e gratidão marcaram o evento e foram enfatizadas no discurso da oradora da turma, a estudante Francisca Ozineide Queiroz. “Nosso bairro é muito carente de oportunidades, por isso nosso muito obrigada ao instituto e ao Simam pela oportunidade”, ressaltou.

A reitora em exercício do IFRR, Fabiana Sbaraini, falou sobre a satisfação em iniciar o ano com um evento que marca o comprometimento da instituição com a comunidade. Ela destacou ainda que o curso pode abrir oportunidades de trabalho ou mesmo contribuir para alimentação das próprias famílias de forma mais econômica.          

O hino nacional foi executado ao vivo, por Ilca Ceres e Cleber Gomes, presidente e diretor artístico do Simam (voz e violão)

A presidente do Simam, Ilca Ceres de Macedo Gomes, explicou que a missão da organização é tanto ensinar a técnica musical quanto integrar a família com vistas a uma qualidade de vida melhor. Ela contou que sistema foi fundado em março de 2017 e, desde então, oferece aulas gratuitas de teclado, violão, flauta doce e canto a cerca de 200 pessoas. As aulas foram realizadas em dois polos da cidade, sendo um na Escola Laucidis Inácio de Oliveira e outro na Escola Estadual Irmã Maria Teresa Parodi.

A pró-reitora de Extensão em exercício do IFRR, Ana Cláudia Lopes, incentivou as alunas a aproveitarem o conhecimento adquirido como oportunidade para ajudar na renda familiar e na busca do empoderamento feminino. Afinado com este discurso, a diretora-geral em exercício do CBV, Adeline Farias, falou sobre a importância da autonomia financeira para a conquista do espaço da mulher na sociedade, e enfatizou que “é um privilégio trabalhar com quem, de fato, quer ter qualificação profissional”.

A gestora do Programa Mulheres Mil do CBV, Janira Souza Lima, que está há quatro anos a frente da coordenação do programa e há 32 anos no serviço público, se mostrou emocionada com o término de mais um curso: “É uma glória poder conhecer e mudar a história dessas mulheres e de muitas outras que passaram pelos cursos”, disse.

 A estudante Izabel Luciana de Souza Silva, que concluiu o segundo curso pelo Programa Mulheres Mil e é estudante do último período do curso Técnico de Enfermagem do CBV, afirmou que sempre gosta de aprender mais.  Atenta às tendências do mercado de trabalho ela acrescentou que “mesmo diante de um contexto de crise de emprego, as áreas da alimentação, estética e saúde ainda encontram espaço no mercado.”

O coordenador de Articulação Comunitária, professor Talles Dino, na ocasião representando a Direção de Extensão do CBV, relembrou a qualidade dos produtos feitos pelas estudantes durante o curso, já que teve a oportunidade de experimentá-los em virtude das aulas terem sido realizadas na sede do Programa Mulheres Mil, localizada nas dependências do campus. No local, foi realizado também o jantar comemorativo após a solenidade de certificação, preparado pelas próprias concluintes do curso.

Mulheres Mil – O Programa Mulheres Mil tem como público-alvo mulheres em situação de risco e vulnerabilidade social. Ele visa, entre outros objetivos, potencializar os processos de autoconhecimento e fortalecimento da autoestima da mulher, utilizar ferramentas que podem melhorar o conhecimento técnico objetivando a qualificação profissional e perceber os processos de socialização em diferentes ambientes sociais.

 

Sofia Lampert
Ascom/IFRR
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