Unidades do IFRR participam do ato “Abraçaço Simbólico” em defesa da educação

por Sofia Lampert publicado 10/05/2019 18h20, última modificação 14/05/2019 12h07
A Rede Federal, da qual o IFRR faz parte, busca a reversão do bloqueio orçamentário

Os cinco campi do Instituto Federal de Roraima (IFRR), sendo dois na Capital e três no interior, além da Reitoria, vão participar do Abraçaço Simbólico, ato em defesa da educação que será realizado na próxima segunda-feira, 13, em todo o País. Participam da manifestação todos os campi da Rede Federal (659), por meio de alunos e servidores, como forma de manter a união e dizer não ao contingenciamento orçamentário na educação pública. Segue programação* do ato nas unidades do IFRR:

Campi

Horário do Abraçaço

Reitoria

9h30

Campus Boa Vista (CBV)

8h e 19h30

Campus Boa Vista Zona Oeste (CBVZO)

9h30

Campus Avançado Bonfim (CAB)

15h30

Campus Amajari (CAM)

 15h30

Campus Novo Paraíso (CNP)

 15h30

*Sujeito a alterações

De acordo com a reitora do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Sandra Mara Dias Botelho, o “Abraçaço Simbólico”, organizado pela Rede Federal com o apoio da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, pretende sensibilizar a população para tentar reverter o bloqueio de 30% de recursos anunciado pelo MEC. A ideia de realizar o ato ocorreu durante a 95ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), realizada de 7 a 9 de maio, em Brasília.

Reunião do Conif

Conforme explicou Sandra Mara, a agenda da reunião foi bastante intensa e marcada por pautas que priorizam a preservação do orçamento dos institutos federais. A reitora explicou ainda que “todos estão muito preocupados com o decreto de contingenciamento de R$ 6,5 milhões do orçamento total do IFRR para custeio e investimento, que terá impacto indireto na assistência estudantil”.

No primeiro dia do evento, 7, o novo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Ariosto Antunes Culau, afirmou que o “bloqueio de 30% não é definitivo”, e sim uma medida preventiva e de adequação à política econômica do governo. Essa foi primeira vez que o secretário dialogou com os gestores do Conif, que demonstraram grande preocupação em relação ao contingenciamento, inclusive para manter custeio das unidades, antes mesmo do fim do ano.

No segundo dia, 8, durante reunião na Câmara dos Deputados, mediada pela Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, os reitores das instituições da Rede Federal dialogaram com as bancadas dos respectivos estados. A conversa tratou da busca de alternativas emergenciais para um contexto diagnosticado de paralisação de atividades.

Na quinta-feira, 9, último dia da reunião, os dirigentes reiteraram a urgência na reversão do bloqueio. O coordenador da Câmara de Administração do Conif, Charles Okama, explicou que os dirigentes da Rede Federal tentaram entender a metodologia aplicada no cálculo do bloqueio de 30% no orçamento da Rede Federal e que, diante de análises diversas, as instituições não terão como evitar a paralisação de algumas atividades. No fim do dia, o órgão publicou nota oficial para esclarecer à população a importância da Rede no País.

 

Ações em Roraima

– Coletiva: gestores do IFRR e da Universidade Federal de Roraima promoveram coletiva de imprensa na sala de cinema do Centro Amazônico das Fronteiras (CAF/UFRR), na última terça-feira, 7, para esclarecer à comunidade local o bloqueio orçamentário.

– Equipe gestora do IFRR: no dia 3 de maio, o instituto emitiu nota sobre o bloqueio na instituição. E, na segunda-feira, 6, houve reunião do Comitê de Orçamento do IFRR para avaliar os impactos reais do contingenciamento de R$ 6,5 milhões nas contas da instituição, caso não ocorra uma reversão. Cada unidade, incluindo a Reitoria, ficou responsável por apontar o que pode ser contingenciado.

– Mobilização dos estudantes: alunos do Campus do Amajari realizaram manifestação, dia 6 de maio, em adesão ao movimento nacional “Tira a Mão do Meu IF”. Com cartazes e rostos pintados, os estudantes disseram que os cortes irão prejudicar o andamento das atuais e das futuras gerações de discentes da instituição. Nesse mesmo dia, estudantes do Campus Boa Vista Zona Oeste (CBVZO) foram à sala de aula com roupa preta, em alusão ao luto na educação, conforme sugerido nas redes sociais. Na terça-feira, 7, estudantes do Campus Novo Paraíso também realizaram diversas manifestações postando, nas redes sociais, vídeos produzidos por eles.

 
Ascom/Reitoria
10/5/2019
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